07.01.09

“O SIDONISMO, NO 90.º ANIVERSÁRIO”

RUI TEIXEIRA GOMES

14.01

“UM OLHAR CRÍTICO SOBRE O MOMENTO POLÍTICO, SOCIAL E ECONÓMICO ACTUAL. EIXOS POSSÍVEIS DE EVOLUÇÃO.”

JOÃO ANDRADE DA SILVA

21.01

B’ARAKHA OLAMA, A BENÇÃO DA TRANSMISSÃO SAGRADA. (O segredo da Arca da Santa Aliança)

JOÃO SANTOS FERNANDES

28.01

“DA CENSURA À LIBERDADE: PORTUGAL ENTRE OS SÉCULOS XVIII E XXI”

 

 

MARIA HELENA CARVALHO DOS SANTOS

04.02

“OS DIREITOS HUMANOS NA ERA DA INFORMAÇÃO”

FIRMINO MENDES

11.02

“O RIO”

AUGUSTO DIAS

18.02

“AS TELECOMUNICAÇÕES: A CORRENTE ELÉCTRICA”

JOÃO MALLEN

25.02

“MACAU – O REGRESSO AO FUTURO”

JOÃO PIRES

04.03

“MÁRIO DOMINGUES, O ESCRITOR ANARQUISTA”

RODRIGUES VAZ

11.03

“A CRIAÇÃO”

AUGUSTO DIAS

18.03

“PATRIMÓNIO UNIVERSAL”

EDUARDO GUERRA

25.03

“O DEUS JUDAICO-CRISTÃO”

AUGUSTO DIAS

01.04

“ LEITURA DE NIETZCHE”

LUÍS LADEIRA

04-11.04

PASSEIO AOS AÇORES

 

15.04

“MATÉRIA E ENERGIA NEGRA”

PIERRE GHISLAIN

22.04

“OS LIVROS DO HINDUÍSMO. O GITA GOVINDA”

FIRMINO MENDES

29.04

“AS ORDENS DE ARQUITECTURA”

SÉRGIO STICHINI

06.05

 

 

13.05

 

 

20.05

“LIBERDADE, INDIVÍDUO E COMUNIDADE”

GABRIEL CARVALHO

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“Choro todos os mortos e feridos, da guerra de Gaza e de todas as guerras. Curvo-me perante a dor do médico Palestiniano que perdeu as suas filhas, o que exército israelita diz ter sido um erro, mas mente, porque foi sim um sucesso desejado e previsto ( talvez não em relação àquele médico, mas a um qualquer palestiniano) no contexto da sua actuação estratégica e táctica, estas sim, erradas e criminosas”.

MAS PARA QUÊ ACICATAR OS ÓDIOS?

Há gente que procura dizer que o Hamas odeia o ocidente, a liberdade Ocidental que exterminariam pessoas de bem, provavelmente o Hamas se pudesse matava-me, mas isso não altera nada a minha opinião em relação ao crime que Israel está a cometer, nem o meu juízo negativo e acusatório em relação aos actos de terrorismo contra os civis israelitas.

Israel cometeu crimes de guerra e contra a humanidade. Os generais israelitas e o governo de Israel estão a cometer crimes contra a humanidade, são réus, e devem ser submetidos ao tribunal internacional, e os membros do Hamas que matam israelitas devem ser entregues aos tribunais criminais normais.

Quanto ao terrorismo sistemático tenho uma posição clara quer quanto às lutas dos guerrilheiros africanos, quer quanto a algumas propostas radicais nesse sentido que antes do 25 de Abril fervilharam na cabeça de alguns, então, aderiria, em desespero de causa, à comuna de Vendas Novas, como propunha um capitão.

Morreríamos, mas não mataríamos civis, seríamos metralhados pela forças fascistas, seria um gesto heróico, enquanto um acto terrorista contra uma escola, um mercado, é um acto cobarde e criminoso.

Assim porque estive por dentro de muitas coisas, e andei na guerra de África muito claramente:

Condeno o Hamas, como condeno todos os regimes teocráticos. Não aceito a violação dos direitos humanos praticados em alguns aspectos pelas religiões muçulmana e pelo hinduísmo, ou qualquer outra, como condeno a inquisição.

Concordei e concordo com a ingerência interna para derrubar governos como o dos Talibãs. Considero indispensável que a ONU tenha força politica, militar, económica para garantir a viabilidade dos países em paz, e restabelecer o equilíbrio justo e equitativo entre os países do Norte e do Sul.

Sou mesmo um defensor da criação de um Exército único, mundial, que sob a bandeira do ONU seja o garante da Paz e da segurança das fronteiras dos países independentes contra todos os comportamentos de terrorismo e de estados párias.

Sou um defensor da desmilitarização dos países e da completa destruição das armas de destruição massiva, biológicas, de fragmentação ( como Israel parece que estar a usar) nucleares e minas.

Precisamos de evoluir para patamares superiores de civilização, se não se tiver este objectivo continuaremos a voar rasteiro por entre cadáveres e mártires, só alto, voam os abutres com as suas garras ensanguentadas.

O Mundo precisa de Mudar de um modo global e radical no sentido do humanismo, do belo, do sentimento e da inteligência. O Mundo hoje não é mais justo que no esclavagismo. Actualmente, e contra a mentira do desenvolvimento, a distância em riqueza e conforto entre um senhor e o subproletariado, e os escravizados, por exemplo, da Ásia é bem maior que naquela época.

Na minha opinião querer realçar o carácter criminoso, pária e inaceitável do Hamas e de muitos outros grupos e governos para acicatar o ódio contra tudo e todos e justificar o crime, criminoso, de Israel, digo-o como antigo militar do Exército que andou na guerra de guerrilhas e sabe que não pode ser assim que se combate a guerrilha, é uma atitude de cumplicidade com este horrendo crime.

O que se está a fazer em Gaza é um crime contra a humanidade e é cobarde, porque para poupar vidas de militares israelitas para além do que é legitimo numa guerra deste tipo, a ministra da defesa de Israel, o primeiro ministro de Israel e os generais que mandam matar tudo o que mexe seja criança, velho ou outrem, estão a cometer massacres.

Tudo isto é, muito, muito simples, por exemplo há bairros em Lisboa, onde, vivem milhares de pessoas, imaginemos que basta meter no meio dessa gente uma vintena de guerrilheiros com mobilidade para ora fazerem tiros a partir de um hospital, de uma escola, de um mercado, e, assim, dar um pretexto a qualquer general criminoso para destruir casas, hospitais, mercados, igrejas e matar centenas de pessoas e ferir milhares de outras sem ter a certeza de prender, matar ou neutralizar os guerrilheiros, porque como todos os militares e ex-militares sabem eles “mordem e fogem”, num momento estão armados e no momento seguinte deixam a arma, e misturam-se com a população e ninguém os distingue, e tanto mais quanto mais a população os proteger, o que acontecerá, quanto maior for o crime do agressor em mortes de inocentes.

Sendo este o cenário de Gaza nem é preciso ser militar para compreender que canhões e aviões nunca serão contra os elementos das guerrilhas, mas sim, e sempre, contra as populações.

Todos sabem isto, consta dos manuais da guerra de contra guerrilha do coronel Hélio Felgas, ensinado na Academia Militar nos anos 60 e 70. Como podem, então, os militares, sobretudo os que foram professores desta matéria e os ex-militares esquecer o que sabem, para defenderem um crime.

QUAL O SEU LADO NA HISTÓRIA E NA MORAL?

Mulheres e homens, a paz no Médio Oriente não está só num cessar fogo, que é imperativo, mas só pode ser garantida pela comunidade internacional e pela ONU, através da existência de dois países independentes livres e respeitados nas suas fronteiras e segurança : Israel e Palestina.

LUTEMOS POR UMA CIVILIZAÇÃO DE PAZ E LIBERDADE.

andrade da silva 16 Janeiro

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O ano 2008 termina como alguns, em tempo oportuno, em Fevereiro, alertaram o país e altos responsáveis para que uma grave crise vinha aí, e que não seria meramente financeira, mas e sobretudo económica. Crise que já tinha dado alguns sinais em Portugal com o aumento do desemprego, das taxas de juro e os vencimentos e prémios escandalosos dos gestores e administradores, de que até falou o Sr. Presidente da República, isto é,  a crise já tinha  uma dimensão interna, nos  níveis financeiro, económico, social e moral

 

Eu próprio reportando-me a uma conferência do economista Ferreira do Amaral, no Ministério da Defesa,  em Fevereiro,  fiz um alerta para o que  iríamos ter pela frente. Neste sentido dirigi memes ao Sr. Dr. Mário Soares, publicados no blog silenciado da Associação 25 de Abril, recordando-lhe que não seria suficiente governar um pouco mais à esquerda, como, então, o antigo Presidente da República defendia, também apelei ao Sr. deputado Manuel Alegre para agir muito para além das abstenções em votações.

 

Para além da crise económica e financeira termina-se o ano com uma crise social grave baseada numa flagrante injustiça neo-liberal, em que  todos os ganhos que o erário público conseguiu, obtidos na segurança social com base no sacrifício desumano e inaceitável de milhões de desgraçados e dos trabalhadores em geral, são agora mobilizados e gastos ao desbarato para defenderem as grandes fortunas de uns pouco % de cidadãos de Portugal.

 

Também no contexto interno é preciso referir que alterações de várias politicas sectoriais tiveram consequenciais dramáticas na vida de muitas pessoas, neste caso, estão, por exemplo a retirada de comparticipações a um conjunto de análises médicas de rotina, em medicamentos, o mesmo na área da medicina oral e na das medicinas alternativas, criando dificuldades tremendas aos doentes já fidelizados às mesmas e aos diplomados nessas áreas que, de um momento para outros, viram-se sem doentes com capacidade de custear as consultas e de adquirem os medicamentos que são, de um modo geral caros, isto é, nesta área desrespeitaram-se direitos dos doentes, e criou-se uma situação de crise grave entre os seus técnicos.

 

Também se chega ao fim do ano com um PSD na ante câmara  da morte; um PS neo-liberal, arrogante e autista, confiante que as pessoas protestam na rua com o bloco de esquerda, mas votam PS, como afirmou o deputado Lello, o que lhe dá força acrescida para ampliar as politicas dirigidas, sem dó nem piedade, contra os trabalhadores, as classes médias.

 

Concorrendo para esta  tragédia está o facto de que  a alternativa de esquerda, sob a bandeira da convergência de esquerda está somente a ser canalizada para o aumento do peso eleitoral do Bloco de esquerda, o que a acontecer dificilmente tirará a maioria ao PS neo-liberal, e enfraquecerá perante uma nova maioria do PS a sua ala de esquerda, nomeadamente a posição de Manuel Alegre que verá necessariamente a sua posição enfraquecida no interior do PS, e será acusado  de ter promovido uma transferência de votos para o BE, o que objectivamente é mesmo assim, resta perguntar com que efeitos para a politica nacional?

 

Na minha opinião qualquer caminho que Manuel Alegre prossiga no interior ou fora do PS deve ser autónomo  com alternativas próprias que não podem ser o ruído do bloco de esquerda, que sendo útil não é uma alternativa de Governança, do que as pessoas se apercebem, como diz o deputado Lello, no momento da votação.

 

Naturalmente que defendo todo o dialogo e convergência de esquerda para  enfrentarmos as dificuldades, mas neste momento histórico o que falta em Portugal é um partido, uma força política de centro – esquerda, social-democrática e socialista, que obrigue os neo-liberais a assumirem-se como tal,  e a serem sufragados nas urnas, sem disfarces,  com seus  programas neo-liberais.

 

 O caminho que julgo  de maior Sol para Portugal e os  portugueses seria que esta realidade acontecesse, através da reconquista da social-democracia no interior do PS, mas com a blindagem de Betão que Manuel Alegre diz existir e com o Ministro Santos Silva, como o da ideologia deste governo, tal mudança parece impensável. O ministro Santos Silva se ontem extremou as suas posições à esquerda, hoje, com maior virulência as agudiza à direita. É a regra pendular, característica de determinadas personalidades.

 

Marca lugar, ainda, no fim deste ano conflitos sociais graves, como seja o dos professores em que espantosamente acerca da avaliação vão todos de passo errado. O que o governo propõe tem erros graves, aliás, os mesmos  da avaliação dos militares e dos funcionários públicos, e o que os professores propõem não é uma avaliação, mas sim uma auto –avaliação, seguida de uma troca de impressões com  os órgãos de gestão da escola.

 

Tudo isto é muito grave, porque impedirá o estabelecimento de uma cultura democrática que para o ser, tem de  assentar no mérito, na liberdade e na negociação responsável e ética, outras formas de impor soluções sejam feitas pela força das maiorias para  injustamente fazerem cumprir os seus desígnios , ou pela pressão da rua para negar a justiça da prática de um acto legitimo e imperativo, são comportamentos que tem como raiz as sequelas  do regime ditatorial, acientífico  e ignorante que foi destronado em 25 de Abril 74.

 

Mas a questão mais pesada será a do desemprego e da miséria, associada à generalizada corrupção que crassa pelo país, sem punição, isto é,  aumenta a miséria, mas os ricos ficam ainda mais ricos, e quando entram em queda livre na falência por gestão danosa e corrupta lá vai o governo socorrê-los, como aconteceu com o banco Privado de Negócios, onde, se acantonavam as 3 mil famílias mais ricas de Portugal que sabiam do negócio especulativo daquela instituição.

 

Ganharam milhões, e, agora, o  Governo aparece para proteger as fortunas fraudulentas com dinheiros públicos que deveriam ser utilizados mais produtivamente noutros investimentos, e, aqui, uma vez mais, através de uma pseudo nacionalização se vai sanear financeiramente aquele banco, para depois o entregar por preços simbólicos ao sector privado, provavelmente, com dinheiros emprestados pela concorrente CGD, algo semelhante ao que parece que aconteceu com a compra do Totta,  aquando das privatizações.

 

O ano também termina com algumas sombras sobre Belém, (diz-me com quem andas…), o facto de Dias Loureiro se manter como conselheiro de Estado, parece só ser possível com o apoio pessoal  do Sr. Presidente ao seu amigo de sempre Dias Loureiro.

 

Com todas estas sombras, com o PS do Sr .Eng. Sócrates a cumprir o papel histórico que lhe cabe nesta fase neo-liberal do capitalismo, com os sociais-democratas e os socialistas  esmagados e fora dos sectores de poder, com Manuel Alegre numa indecisão já retardada, sem alternativas de governo à esquerda, com as cambalhotas de neo-liberais como Durão Barroso para se manterem à superfície e com o eventual agravar da crise em 2009, graves canseiras e desassossegos vários nos esperam, mas o GRANDE  DRAMA SERÁ SEMPRE OS DESEMPREGADOS, VÍTIMAS DESTES DESMANDOS NEO-LIBERAIS.

 

Naturalmente que se saúda a Lei da IVG, a lei anti-tabaco, a lei do divórcio, a chegada do Magalhães às escolas, o aumento do tempo de funcionamento das escolas, o apoio ao transporte escolar, mas tudo isto somado, podem ser migalhas face aos benefícios e isenções fiscais dos bancos e das grandes fortunas e, apesar destes factos positivos, nada, de modo algum, pode atenuar a severa critica à permissividade do Governo perante determinados negócios e vencimentos de gestores absolutamente imorais, face ao país que somos, exactamente, porque o primeiro valor da democracia é a MORALIDADE E A ÉTICA.

 

É também verdade que face ao apertar do cinto a que a população em geral tem estado sujeita, Portugal tem respondido melhor à crise internacional, o que, teria sido um facto assinalável, se o esforço tivesse sido equitativo, mas, assim,  não foi. Foi sim, desigual e injusto, a maioria está a pagar o desaforo de alguns milhares, que, entretanto, enriquecem apesar e por força da crise.

 

Ainda quanto à crise internacional interessa sublinhar que esta tem estado limitada a sectores financeiros e económicos, onde, não estaríamos tão expostos como outros países, portanto, também os impactos serão mais colaterais e, estes, chegam mais tarde, naturalmente os seus reflexos só chegarão em 2009 com a sua expressão mais grave no aumento do desemprego.

 

Em conclusão ou mudamos de rumo em 2009,  e aproveitamos as eleições para isso, ou tempos conturbados nos esperam, porque ninguém aceita ficar muito mais pobre para que 1% ou 2% dos portugueses  fiquem, ilegitimamente, mais ricos à custa do sacrifício de 80% ou mais da população.

 

As cartas estão quase todas lançadas e, neste contexto, quanto maior for a indecisão de Manuel Alegre e de outros agentes tudo fica mais fácil  para a continuação de mais do mesmo, ou  ainda, como mais provável, pior do mesmo.

 

Uma nota finalíssima quanto ao braço de ferro  entre a Presidência da República e o Governo, luta sem sentido a pronunciar outros conflitos, porque tudo poderia ter sido resolvido com a alteração dos artigos  polémicos, ou com a fiscalização da constitucionalidade daquelas normas pelo Tribunal Constitucional, porque não seguiu o Sr. Presidente este caminho, e porque não deixou o PS cair as normas que deram origem a esta batalha, mais à frente se saberá os porquês  desta estratégia.

 

Andrade da silva 28 Dezembro 08

 

 

PS: Neste fim de ano não é possível calar o grito de desespero contra a comunidade internacional e os EUA por não se implicarem com toda a determinação na resolução do barril de pólvora e de  morte do Médio Oriente e de muitos outros cemitérios por África, Ásia e América Latina, isto é, os mais pobres e miseráveis povos do mundo são mortos aos milhares e mesmo aos milhões às mãos de assassinos desses países, armados com armas produzidas no Mundo Rico e Democrático – grande paradoxo.

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Esta exigência do homem ao próprio homem, é a prova de que a animalidade, a barbárie e a perversidade perduram na raça humana, impossível de quantificar, lhe retira o estatuto de ser superior da Natureza, com inteligência capaz de se reconhecer como tal ou pelo menos presumir que o seja. Tem esta magnífica exigência a finalidade, conforme diz o preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que passo a citar: Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

O reconhecimento e o respeito pela dignidade humana, quer do colectivo quer do particular, marginalizando todos os que por desconhecimento ou desprezo, ignoram involuntária ou voluntariamente, que é a vida que consubstancia o Mundo, por isso o Mundo não é mais do que o somatório de todas as vidas, e assim sendo, é de todos e também as riquezas que ele encerra que proporcionalmente deveriam ser usufruídas.

Este princípio universal da igualdade, não está contemplado nos Direitos do Homem, nem tão pouco na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, também neles não estão consignados os deveres, sem os quais os direitos deixam de ter a legitimidade que o dever cumprido lhes outorgaria.

Direitos sem deveres, interpreto como anarquia, pois os direitos deverão ser a consequência lógica de quem cumpriu com os deveres.

Uma sociedade deve assentar nos deveres dos seus cidadãos, que será mais ou menos justa, conforme deixe mais ou menos os seus cidadãos acederem aos seus direitos.

A evocação dos direitos não é feita de homem a homem, mas do homem à sociedade que, quanto mais os restringir, mais injusta se torna.

Por outro lado teremos os cidadãos que por estarem em oposição a uma sociedade a que pertencem, não cumprem com as suas obrigações. Pergunto: deverão estes cidadãos ter os mesmos direitos que os cumprem com as obrigações?
Dezembro 2008
Augusto Dias

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Nota: este texto foi escrito em 4 de Dezembro, antes, portanto, do almoço do Sr. 1º ministro com  Manuel Alegre.

 

 

Todos os governos em Portugal, depois do 25 Novembro  de 75 foram e são de direita, de um modo muito claro e preciso, no sentido de que todos estão para servir os interesses do grande capital financeiro e dos empresários.

 

Todos os governos até hoje tudo fizeram para diminuir os direitos dos trabalhadores e das classes médias, e quanto maior for a maioria, pior será o dano dos portugueses em geral. Maioria absoluta significa dano, prejuízo absoluto, para 70 a 80% dos portugueses.

 

Nestes termos, porque não há qualquer hipótese de, em eleições, haver uma solução de governo à esquerda, é importante trabalhar para retirar a maioria absoluta a qualquer governo do PS ou do PSD,  porque ambos são partidos neo-liberais, ao serviço do capitalismo financeiro e das grandes fortunas, e, bem assim, das grandes aldrabices, como sejam as do BPN, do BCP e do BPP.

 

Neste contexto o Sr. 1º Ministro, na minha opinião,  tem uma estratégia muito simples e inteligente para manter a maioria, com três linhas fundamentais, a saber:

 

1-        jogar na total pulverização do PSD, seu partido irmão, o que pode  conseguir com a fraca liderança de Ferreira Leite, ( Isaltino de Morais considerou, em entrevista ao RCP que o Sr. Eng. Sócrates tem o perfil ideal  de um líder do PSD, o que levou o entrevistador a perguntar-lhe se lamentava a saída  daquele Sr. da JSD);

 

2-        procurar manter Manuel Alegre no PS, com algumas promessas vãs, como seja apoiá-lo nas próximas eleições Presidenciais que serão ganhas novamente por Cavaco da Silva, personagem que corresponde muito mais ao ícone de um PR do que Manuel Alegre. Poderão, ainda, ser negociadas quotas na formação de novo governo, ou na composição da Assembleia da República com alguns daqueles que se identificam com o seu pensamento, mas que depois de lá estarem cumprirão com elevada probabilidade, exclusivamente, as directivas do Primeiro-ministro, passando Manuel Alegre a um D. Quixote da, actualmente, doente democracia.

 

3-        dar chorudos dividendos aos magnatas da banca e da indústria e  algumas migalhas ao povo, e prometer, em ano de eleições, coisas  míseras, mas que só serão feitas se o Sr. Primeiro-ministro for reeleito,  como já está  a acontecer  com o  ridículo aumento de 6% no suplemento da condição militar, a ter lugar lá para o ano 2010, só que nos cinco anos da próxima legislatura

      todos os trabalhadores, as classes médias e os pobres serão “esmifrados” até

      ao tutano, para que os ricos fiquem mais ricos e os pobres mais pobres.

 

Um governo de maioria do actual PS ou PSD, será sempre de defesa dos interesses dos banqueiros, dos ricos e dos poderosos, pelo que seria muito importante que Manuel Alegre definisse a sua posição e, na minha opinião, o melhor contributo que pode dar é ser realista, realismo que, desde logo, deve levar a considerar que o próximo PR será Cavaco da Silva, se concorrer contra si, pelo que o apoio do partido socialista à sua candidatura não resultará no efeito desejado.

 

 Livre desta fixação, então, poderá compreender que pode ser da sua responsabilidade reconstruir o verdadeiro partido socialista, porque o do Sr. 1º Ministro é neo-liberal, e está interessado no poder pelo poder, e para servir a gula e a ganância dos grandes capitalistas, fazendo de Portugal, o país mais desigual da Europa.

 

Se Manuel Alegre continuar a deixar-se enredar na rede de sedução e encantamento do Bloco de Esquerda estará a praticar o seu haraquiri político, e só poderá estar a prestar um serviço ao Bloco de Esquerda, capitalizando votos para aquela formação, sem pôr em causa a maioria do  actual PS.

 

Um número razoável de analistas consideram que Manuel Alegre, por causa do apoio à sua candidatura à Presidência da República, por parte do PS, e ainda pelas razões afectivas que o ligam ao partido, não sairá do PS, e esquece, como esqueceu, o milhão de votos da eleição presidencial, e , entretanto, vai credibilizando a politica do Bloco de Esquerda, e, assim. sustém a votação do PCP, isto é, se o seu comportamento for este  reforça a maioria do PS e quebra à esquerda a força do partido que mais mobiliza   cidadãos para a luta que consegue suster os avanços neo-liberais.

 

Nesta conjuntura, alguma mudança na política, depende de Manuel Alegre ( é um facto) se resolver criar uma alternativa fora do PS, mas não dentro do Bloco de Esquerda. Dentro do PS ou do bloco de esquerda, Manuel Alegre não passará de um nado morto em termos da mudança que os tempos requerem.

 

Seja como for, o tempo urge, e se Manuel Alegre quiser desempenhar um papel de estadista do POVO, da Democracia e da social-democracia humanista será agora, se não o fizer não deverá alimentar mais falsas esperanças.

 

 É um imperativo MORAL  que  Manuel Alegre com coragem  diga por onde e para onde vai, e deverá fazê-lo já em Janeiro do ano bom de 2009, depois será demasiadamente tarde. Que a determinação e a coragem de Obama e de Salgueiro Maia o inspire.

 

Andrade da silva 4 Dezembro  2008-12-04

 

Ps. Recordo a morte trágica e dolorosa de Sá Carneiro. Sinto a dor dos seus. Um dos seus filhos fez comigo, por duas vezes cadete de dia na  Escola Prática do Serviço de Transportes, EPST,  vivi a dor daquele filho, e estimei-o muito.

 

Porém não reconheço que após 25 de Abril Portugal tenha tido qualquer estadista à altura das esperanças de Abril. Todos, sem excepção, com  mais  ou menos retórica, foram uns medianos estadistas, aplicando as velhas receitas da gestão capitalista, ou seja, grandes lucros para os donos do dinheiro e os amigalhaços e migalhas para os demais. Nenhum fez mais que isto.

 

Valeu bastante  a entrada  na União Europeia, porque creio que se não estivéssemos na UE seriam os fascistas a governar Portugal em ditadura fascista

 

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No 25 de Abril 1974 o país estava nos primeiros lugares da Europa em desenvolvimento humano, tinha a maior taxa de alfabetização da Europa, era um dos países com a economia mais sólida, maior número de doutorados por 1000 habitantes, um dos maiores graus de industrialização, a mais baixa taxa de mortalidade infantil, em todas as casas havia água, luz, saneamento básico, reinava a maior paz e portugalidade em todas as colónias, contrariamente à França não foi preciso uma guerra de libertação para se criar um espaço cultural e económico da lusofonia, englobando o PORTUGAL CONTINENTAL, O ADJACENTE E O COLONIAL, e, ainda, havia para todos proteger, das maldades morais a polícia de costumes e dos comunistas a polícia política: A PIDE. Tudo gente bondosa que através da persuasão, com chocolate e doces procuravam conduzir ao redil os tresmalhados.

Tudo era paz, felicidade, luz, FUTURO E LIBERDADE. Todos veneravam e amavam o Ditador iluminado.

Com o 25 de Abril passou a haver mais fome no país, mais desemprego, iniciou-se uma guerra em África, os letrados passaram a analfabetos, fecharam-se as universidades, os transportes passaram a ser feitos de carroça, nunca mais houve eleições, a comunidade intencional sucessivas vezes tem condenado o país na ONU, ficamos completamente isolados, embora nos últimos anos a aliança estratégica entre o Sr. Durão Barroso e o Sr. Bush tenha melhorado a situação portuguesa.

Obviamente que neste quadro o Sr. Rui Patrício tem toda a razão, e diz o óbvio. A ditadura fascista era a salvação da Pátria, como o foi durante 40 anos em Portugal e noutros países, como no Chile.

A loucura do 25 de Abril só podia ser o Alcácer-Quibir dos tempos modernos para Portugal. Só que agora nem tudo está perdido, há muitos salvadores disponíveis para governarem o país em ditadura.

Mas este Sr., onde, afinal estava no 25 de Abril 74? Será que também quer uma ditadurazinha por 3 meses?

E bugiar, não seria um bom desporto para curar saudosismos totalitários? Mas parece que acham que é melhor chatearem e dizerem que estão vivos. Agora, já não se borram de indignidade e trampa.

Daqui, do Deserto, proclamo: SE AINDA HÁ PESSOAS QUE NÃO ENTENDERAM O QUE FOI O 25 de NOVEMBRO, COMO PODERÃO ENTENDER O PRESENTE?!…

Porque será que nunca quiseram julgar o fascismo, como o General Fabião tantas vezes proclamou ser absolutamente vital, no que pessoalmente sempre o acompanhei, mas o facto é que não se julgou o Monstro, porquê?

Asilva 20 Novembro de 08

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CAROS TERTULIANOS,
NA PRÓXIMA QUARTA, A PALESTRA SERÁ SOBRE A EUTANÁSIA.
TEREMOS, TAMBÉM, TRÊS FESTAS DE ANIVERSÁRIO: LUÍS LADEIRA (NESSE MESMO DIA, 26), ANTÓNIO BRITO (21.11) e MANUEL NICOLAU (25.11)!
PRENDAS POSSÍVEIS: UMA “FLOR” QUALQUER, UMA GARRAFA, UM LIVRO (MESMO USADO!)…
AQUELE TERTULIANO ABRAÇO E… ATÉ QUARTA!
Firmino Mendes



Maria José Gama

EUTANÁSIA

SERÁ ILÍCITO PRATICAR A EUTANÁSIA?

EUTANÁSIA

Questão que de há muito me preocupa profundamente e para a qual me interrogo.

Através do pequeno texto que lhes apresentarei, narrativo de uma estória verídica, bem como de um breve apontamento referente às diversas formas da pratica da Eutanásia ou Suicídio Assistido e, ainda, do conhecimento da legislação dos países europeus onde é permitida legalmente, gostaria de suscitar o debate entre os Tertulianos e, se possível, de se chegar a uma conclusão acerca da necessidade de ser Referendada no nosso país.

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Como durante a noite dizia num comentário a um artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso, se Obama estiver à altura do desafio que os americanos, sobretudo os afro-americanos lhe confiaram o Mundo pesadão, gordo pode mudar muito. Todavia se o bushianismo acaba de ruir sem glória, a verdade é que os órfãos do mesmo erguem as suas taças de champanhe com inusitada desfaçatez, para sobreviverem e se colarem à vitória dos escravos.

Não seria mais honroso para o Sr. Durão Barroso, como o mais dilecto representante do Bushianismo na Europa estar no velório de Bush e da sua guerra Imperial do Iraque, do que a erguer de um modo cínico a sua taça em honra de Obama?

Todos o recordamos junto de Bush em todas as ocasiões e na mais trágica delas todas, anunciando a guerra da vergonha contra o Iraque.

A América mudou, é preciso um novo dia para a América, o Mundo, a Europa e Portugal, e este novo dia na Europa deve ser mais profundo do que este grande evento será nos EUA. Temos e devemos aproveitar este tsunami Americano para varrer de toda a nossa Governança, os políticos que deserdaram a generalidade dos Povos e são réus com Bush pela crise económica, a guerra Imperial do Iraque, o desemprego, o pior serviço Nacional de saúde, a pior segurança etc.

Em Portugal para que nasça um novo dia, é necessário que o Povo Português, em 2009 dê uma maioria à esquerda, para evitar os governos do rotativismo, ao nível do centrão.

Seria preciso que o PS, o PSD não pudessem sozinhos ou coligados formarem maiorias com ou sem o CDS. Seria bom que emergissem no interior do PS novos dirigentes portadores de VERDADE, ESPERANÇA e uma PROFUNDA CONVICÇÃO na MUDANÇA. É IMPERATIVO que socialistas como José Seguro, entre outros, se façam à estrada. Porque ESPERAM?

Na América nasceu um novo dia, agora que fará esta Europa que votava massivamente em Obama?

Continuará a votar no passado, a suportar memorias trágicas, de Bush e da guerra do Iraque, como entre outros, é o Sr. Durão Barroso?


Se sim vamos continuar sem primavera, vamos continuar um destino cinzento, triste sem a luz do astro Rei.

Andrade da silva 5nov 08

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 Simplesmente no  compromisso com a minha consciência que procura ver a generosidade e o mérito, onde, existem, vou falar do que de muito bom, uma pequena secção do PS- a da Almirante Reis - com lideres jovens, como é o Tiago e a equipa muito generosa que o acompanha, tem feito, promovendo acções muito importantes de informação abertas a toda a sociedade civil.

 

 Ali já se falou do plano tecnológico, mas também da situação muito difícil que a liberdade e a cidadania vivem na Guiné a dias das eleições, são em 14 de Novembro. Que a poderosa América não nos distraia do que se pode passar de muito grave na Guiné, se as regras democráticas não forem respeitadas,  risco  que é elevado.

 

Todavia o último encontro, em que estive presente, foi para se falar da poderosa América e do Mundo após o 4 de Novembro. Foram vários os conferencistas portugueses e americanos, sublinho, contudo, a presença do Prof. George Edwards, apoiante de Obama, mas de uma clareza excepcional quanto ao que o Mundo pode esperar, se Obama vier a ser eleito

 

Esta reunião foi também importante pela sua interactividade, o conferencista respondeu às perguntas que a assistência lhe dirigiu, e que apresentou por escrito no início da sessão, como tinha sido esclarecido. Foram feitas perguntas sobre os mais diversos temas de que destaco:

A crise económica Mundial

A segregação racial nos EUA

A questão de Israel – Irão

A questão do Afeganistão

O protocolo de Quioto

A questão dos impostos nos EUA

O SNS nos EUA- o emblema de Hilary Clinton  que não floresceu

O quanto o americano povo gosta de ser amado pelo Mundo

 

O Prof. George Edwards, desde logo, esclareceu que a actual crise económica é muito profunda e que ninguém sabe muito bem como tudo virá acontecer no Futuro, porque algumas medidas que estão a ser tomadas não surtem os efeitos previstos. A metodologia é um pouco a do ensaio por tentativa e erro, a ver o que mais resulta. Todavia considera que não houve nenhuma nacionalização dos bancos, e que a intervenção do Estado será passageira.

 

Defendeu também que a vitória de Obama terá de ser disputada até ao último segundo, porque nada está ganho. Neste momento só houve uma grande vitória simbólica. Na a América de  há 50 anos atrás um negro nem sequer podia visitar uma escola de um branco, pelo que a candidatura de Obama foi um grande salto no Futuro, de qualquer modo alertou que há ainda no americano  um racismo residual que pode actuar á boca das urnas, por parte dos brancos de um modo desfavorável para Obama.

 

Quanto às questões de segurança referiu, como Obama fez no frente a frente com Mccain, que a sua estratégia do democrata assenta na ponderação do uso da força e da diplomacia, havendo da parte de Obama uma intenção de evitar as guerras imperiais. Todavia também foi referido que ao Presidente Americano, face à complexidade do sistema político americano, torna-se difícil de realizar as suas promessas, conquanto Obama espere ter a  maioria nas câmaras, o que facilitará a sua Governança.

 

Quanto ao ambiente e aos impostos foi dito que parte das aspirações de Obama vão ter de esperar melhores dias, se vier a ser presidente. Quanto ao ambiente a actual crise não permite grandes investimentos. Quanto aos impostos já mais ninguém pode ser isentado, porque 40% dos americanos não pagam já impostos, irá taxar as grandes fortunas que Bush isentou.

 

Explicou ainda que muito do sucesso de Obama se deve ao facto de haver uma atitude muito forte anti-Bush que levou a que os americanos se sintam pouco amados no Mundo e, isto, para os Americanos será algo de muito duro.

 

Com muita transparência disse que Obama era de facto uma candidatura de mudança e esperança, mas que a Europa deveria ser comedida nas suas expectativas, por todo os condicionamentos, mas também porque nos EUA não há algo se possa comparar muito com a esquerda europeia. O partido democrático seria centro mais direita que esquerda, o partido republicano de direita e os demais muito, muito, à direita.

 

Deixou uma nota muito clara, quanto ao perigo que há para as democracias, por parte de um número significativo de Americanos já não acreditarem, nem nos políticos, nem nas Instituições, o que tende  a espalhar-se pelo mundo com uma gravidade assombrosa para os nossos modos de vida democráticos.

 

Para além do convívio este encontro foi importante por culminar o muito trabalho e empenho daquele grupo de jovens e idosos  da secção do PS da Almirante Reis, mas também por permitir ouvir de dentro o que alguns americanos que conhecem a realidade da mesma pensam, e que se dignaram responder às muitas perguntas da assistência, o que não é a regra em Portugal. Entre nós  a regra é ouvir e calar, o que também não é o que acontece naquele espaço,  tornando-o num ambiente de positiva  cidadania e afectividade. Que o exemplo desta secção  se multiplique e algo pode também mudar entre nós.

 

Para frente gente esforçada da Almirante  Reis. O Mundo é pesadão move-se lentamente, mas move-se, podeis movê-lo.

 

Abraço para o Tiago e seus companheiros.

 

 

Andrade da silva   31 Out. 08

 

PS: Embora saiba que o Mundo pode mudar  muito pouco ou nada, o meu voto vai para Oboma, mas não deixo  de ver na sua candidatura riscos que espero que o facto, que referiu, da sua mãe estar doente no Hospital a discutir com o seguro quem pagava o internamento, o faça olhar para o Mundo de outro modo. Sei que isto pouca vazes acontece, porque se o Sr. Prof. Cavaco da Silva olhasse de algum modo para o Portugal-Boliqueime

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Como durante a noite dizia num comentário a um artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso, se Obama estiver à altura do desafio que os americanos, sobretudo os afro-americanos lhe confiaram o Mundo pesadão, gordo pode mudar muito. Todavia se o bushianismo acaba de ruir sem glória, a verdade é que os órfãos do mesmo erguem as suas taças de champanhe com inusitada desfaçatez, para sobreviverem e se colarem à vitória dos escravos.
Provavelmente nesta idade que começa a ser a minha, há um pouco disto tudo. Para uns será mais sapiência, para outros mais fim de viagem no planeta azul, sei lá eu!…mas também será, para um ou outro, o momento glorioso de ser mais livre e verdadeiro.

Com certeza que andarei por algumas destas vielas, mais próximo de umas, mais afastado de outras. Mas nunca, agora, ou antes, muito longe de que a minha passagem por aqui, pela terra, pode terminar para todo o sempre e para qualquer que seja o espaço, a qualquer momento. Não tenho nenhum caixão debaixo da cama, porque se puder quero ser incinerado envolto num lençol branco com umas flores que cheirem a primavera, mesmo que seja Inverno, ponto.

Nada disto é filosófico, é somente pensar com o sentir, como geralmente penso, porque penso sentindo, e sinto pensando.

Pensar e sentir são para mim uma unidade indestrutível, talvez isto seja uma banalidade para a maioria silenciosa, os que não se pronunciam, porque os que mais falam, dissertam sobre as eternidades, morte dos desejos e até se zangam comigo, quando lhes digo que sou carnal, homem selvagem que sabe que nasceu, viveu e morrerá, e passará a ser o nada absoluto, já que, à imagem e semelhança do Cristo que proclamaram, depois de o matarem, filho primogénito de Deus, sou um nada relativo, para alguns mesmo, um pobre de Cristo, como, aliás, todos os Zé Marias, as Marias e os Antónios que para aí andam.

Vivendo com estas coisas indefiníveis e superiormente esquisitas, dei-me a pensar em matérias quiçá absurdas, e, por certo, tão estúpidas que ninguém se dignará lê-las – os poucos que aqui vêm - sem algum sorriso trocista. Compreendo –os.

Mas sei que os mais amigos também me entenderão, e que, ao fim e ao cabo, todos serão amigáveis, e perceberão que mesmo que não tenha razão, serei, talvez, uma boa alma. Penso que sim, sobretudo quando por aí abundam tantos e grandes filhos de p… que se divertem a fazer mal aos outros. Desta imbecilidade de “pig” de pocilga estou livre. Acho um atraso mental e tão nojento este comportamento.

O meu “ insight”, o “click”, para estas meditações aconteceu no Cemitério da Alto S. João, quando nas comemorações do 5 de Outubro, o Prof. Luís Vaz referiu ,com total surpresa minha, o nome do jovem tenente Andrade da Silva que aos 25 anos, com todo o entusiasmo do Mundo, entrou no Movimento dos Capitães, porque já pensava numa vigorosa acção de protesto, em Angola, em Novembro de 72 e, disso, dava conhecimento, por carta, ao tenente Custódio Pereira, o que os auto-proclamados grandes do 25 de Abril sabem, mas fingem que não sabem, e que isto não tem qualquer importância. Pudera!…

Sinto-me honrado com aquela vontade de ter querido mobilizar camaradas para discutirmos a guerra. Os que me conhecem sabem que sinto muita honra e orgulho, e nada mais – e nisto não cedo um milímetro, perante nenhum vaidoso, até porque sempre vivi exiguamente com o meu vencimento, nunca recebi broas - por nunca ter traído num ponto, numa vírgula, numa letra e muito menos num texto, ou em quase tudo - como alguns dos capitães sem sono e também gente do povo o fez - o espírito do 25 de ABRIL que o POVO QUE SAÍU À RUA LHE IMPRIMIU. ( Sabemos todos que o capitalismo tende a ser eterno, mas nesta Terra, houve o 25 de Abril, que depois retornou ao 24.5 de Abril, MAS HOUVE UM 25de ABRIL 74. PALAVRA. ESTIVEMOS MUITOS, MUITOS ,LÁ )ESTE 1º E GRANDE HERÓI INDIVIDUAL DA REVOLUÇÃO É O CAPITÃO SALGUEIRO MAIA.

Devo dizer que em boa parte aquele era o meu espírito de sempre. Todos os dias, a todas as horas, sempre me expressei no MFA, dizendo e defendendo que o COMANDANDE DA REVOLUÇÃO TRIUNFANTE DEVERIA SER O MAIS INTRÉPIDO DOS CAPITÃES.

Neste 5 de Outubro 2008, pela 2º vez em cerimónia pública alguém me ponha na galeria dos heróis, a 1ª foi Álvaro Cunhal no Alentejo, mas a terra fria já calou as suas palavras, nem eco resta entre os dignitários, mas o Povo Alentejano ainda me tem no seu coração e até nos seus escritos.

Outros, em 1977, como o então Major Golias, o Gen Fabião, em pleno Tribunal Militar (Plenário) falaram do heróico capitão das terras alentejanas que inocente, como o disse o juiz presidente daquele tribunal, o Coronel da Força Aérea João da Cruz Novo, foi, apesar disso, condenado a dois anos de prisão pelo juiz Alfredo Gonçalves Pereira que foi promovido ao Supremo Tribunal de Justiça Militar, nesta forma estranha ,muito estranha, de Democracia, e foi condecorado em cerimónia a que, como comandante convidado, assisti. Acompanhou, ainda, este juiz na sua deliberada e injusta sentença o juiz militar, Coronel de Infantaria Amílcar dos Santos Machado de Castro.

Talvez vivam muito felizes, mas nunca terão o meu perdão, e espero que a História nunca os perdoe. Mas será que a consciência e o sentimento de culpa só aborrecem alguns?

Depois destas coisas todas olhei em profundidade o dia 25 de Abril de 1974 e, como já tinha dito, numa conferência do Sr., filosofo José Gil que defende que a Revolução do 25 de Abril foi uma quase- revolução, porque lhe faltou o cordeiro Sacrificial, o sangue não foi derramado, à excepção das vitimas assassinadas pela PIDE, ela sim, absolvida nos tribunais militares por um juiz de seu nome Barata ( enfim…)… creio que nós tivemos uma figura ÉPICA, EXTRAORDINÁRIA,UM GRANDE HERÓI EM CORAGEM, UM HERÓI INDIVIDUAL QUE SE ATREVEU A APLICAR A REGRA DOS NOVE À CONTA TURVA DOS FASCISTAS ARMADOS COM OS SEUS CARROS DE COMBATE-




Todos de um modo ou de outro o esqueceram, e, assim, esqueceram a mais bela página daquele dia.
Mas esta página de Glória Imortal também foi escrita, no mesmo lugar e à mesma hora, por outros dois grandes heróis individuais, anónimos para a maioria das pessoas, e desta falta também me penitencio, o Alferes que recusou a ordem do Brigadeiro que queria assassinar o Capitão Salgueiro Maia – NOSSO HERÓI NACIONAL –que se oferecia, como cordeiro sacrificial, para libertar Portugal da grotesca, patética, esquizofrénica, senil e criminosa ditadura e o soldado, que como o mais lídimo representante das Marias e dos Zés recusou também matar o seu libertador.

Para mim estes SÃO OS TRÊS HERÓIS INDIVIDUAIS, ÉPICOS DAQUELE DIA 25 DE ABRIL 1974. SE NÃO FOSSE O SEU HEROÍSMO INDIVIDUAL TUDO TERIA SIDO DIFERENTE, O SANGUE TERIA, MAIS UMA VEZ, MANCHADO A CALÇADA E O RESULTADO ERA INCERTO.

QUE A PÁTRIA, OS CIDADÃOS, OLHEM DE UM OUTRO MODO ESTES TRÊS HERÓIS.QUE OS CIDADÃOS AJAM E PROCLAMEM OS SEUS SENTIMENTOS E CORRIJAM A HISTÓRIA, E, SE POSSÍVEL AINDA, CORRAM A PONTAPÉ AS CORJAS.

Nestes tempos cinzentos, neste espacinho, recordei o POVO DE LISBOA de 1383 e, agora, três grandes heróis individuais do DIA 25 de ABRIL 74- O CAPITÃO SALGUEIRO MAIA E OS DESCONHECIDOS ALFERES E SOLDADO DE CAVALARIA 7 QUE NÃO MATARAM O LIBERTADOR, O CORDEIRO SACRIFICIAL, E FIZERAM CRESCER OS CRAVOS NAS ESPINGARDAS DOS SOLDADOS.

QUERIDOS COMPANHEIROS ABRAÇO-VOS, E A TI QUERIDO E LEAL COMPANHEIRO SALGUEIRO MAIA UM ATÉ SEMPRE.

andrade da silva 23 Out. 08
PS: Dizem os Arautos destes tempos, entre os quais, o Prof. Costa Pinto que todos sabem que não há alternativas a este capitalismo, e que na Europa, por algum tempo, uns falarão de mais regulação, o que nem sequer será o caso dos EUA, mas de qualquer modo, daqui por mais uns meses todos estarão de novo a adorar o bezerro das patacas, e assim, a profecia, de mais do mesmo, também se cumprirá, entre nós, com mais uma maioria absoluta do Sr. Eng. Sócrates, como alguns analistas já profetizam

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